NASCIMENTO Não sei bem o que acontece, nasce assim como uma prece. Brota na alma, cresce no coração, aflora no papel, seu chão.
Desabrocha, floresce, gera fruto que traz nova semente, recolho e planto no terreno fértil do peito seu leito.
Enquanto não o liberto, fico inquieta, não sossego o poema é como um filho, [isso é quase um estribilho] vem de mim mas não é meu meu, parti sim, tem um mundo seu.
Anjo caído, Anjo perdido, Anjo achado, Anjo querido. Vamos novamente voar. Abre tuas asas e me abraça, faremos amor ao luar, até transbordar nossa taça. Quero delirar no teu beijo, viola, invade minha boca. Vou mergulhar no desejo, nos teus braços ficar louca. Sussurra no meu ouvido. Fogoso, me tira o juízo. Desperta em mim a libido, me leva ao paraíso. Amarmos de todas as formas, nessa volúpia indefesa. Em nosso leito sem normas, deitar, pronta e acesa. Explora meu corpo inteiro, numa leitura labial. Faremos amor verdadeiro, do início até o final. Quero sentir tua chama, quando pousar sobre mim. O seu gozo na cama e um perfume de jasmim. Em noite de desvarios, te ter despido do mundo, desvendar os teus mistérios no latejar mais profundo. Por fim inebriados, repousaremos nessa paz. Tu, Anjo saciado, num ato fugaz, posta sobre a cama uma rosa e sobre meus lábios os teus. Ao partir, me deixas dengosa, mas, bem sei que não é um adeus. Voa meu anjo amado, vai cumprir teu destino. Sei, és um ser alado, nessa vida um peregrino. Plaina na tua liberdade, quem recebe asas deve voar. Só quero ser tua vontade, de voltar para me amar. Drica de Assis 08/02/2009
Tudo na vida, acontece na hora certa, quando tem que acontecer. Nada acontece antes da hora, tudo a seu devido tempo. [Engraçado escrever isso logo eu que quero tudo pra anteontem... Preciso aprender o que sei.] Os acertos e até mesmo os erros que acontecem ao longo do nosso caminho, são só preparação para o que virá. NADA É POR ACASO. Cada pessoa que passa pela nossa vida, tem um porquê. Pessoas passaram pela minha vida, mudaram meu rumo muitas vezes. Melhor, ajudaram a encontrar o rumo certo. Pessoas vieram e se foram, deixaram pedaços e levaram outros. Aprendi, ensinei. Despertei, vivi, morri, renasci. Quantas vezes... Cada superação foi mais um patamar. Fui encantada, encantei. Despertei desejo, desejei. Quando o amor me fez convite, nunca recusei. Não tenho medo de amar. APENAS AMO.
TEU DESPERTAR Meu Querido Anjo etéreo, bem querer do coração, que este pequeno poema chegue a ti como canção. Quando o alegre trinca ferro, na euforia do raiar do sol, acompanhar o bem-te-vi, no despertar do rouxinol e entoar “Bom dia, seu Sid”, suave brisa a ti vai entregar o meu beijo de “Bom dia”, meu carinho no teu despertar e minha mais linda poesia. Não deixei-te toda madrugada, hora do meu coração seguir-te por todo restante do dia. Pra ti, meus beijos na alvorada.
Vou por aí... Vou por aí não sei onde. Aqui ou ali, Pego o bonde. Quando volto? Sabe-se lá. Meio sem rumo, ao deus dará. Perco o prumo. Pra que isso? Quem sabe sumo, sem compromisso.
Talvez vá, onde Judas, (... ou Jeová?) perdeu as botas. Quem sabe ache do arcoíris o fim, que tenha num pote um tesouro pra mim.
Vou por ai sem rumo sem prumo aqui ou ali andando ao léo. Um vento talvez que me leve ao céu. Nessa placidez, com nuvens de véu, achar-te talvez seria um troféu.
Nascida no Rio de Janeiro,
em Dia de Reis.
Posso ser boa, posso ser má,
uma fada... uma feiticeira,
menina, mulher.
Tal qual meu “Rio 40º”,
meu sangue ferve
num segundo.
Ao balanço do mar
minh’alma vive.
O sol que se deita na areia
me bronzeia.
Ao ritmo do carnaval
a vida segue.
De braços abertos
o Cristo me protege.
Não tenho medo da vida,
ela é pra ser vivida.
Luto pelo que quero
e apesar de preferir paz a guerra,
não cruzo meus braços diante dela.
Não ataco, me defendo.
Não me diga o que fazer,
pelos meus atos,
sou eu quem vou responder.
Sou movida pela paixão
e maltrato o pobre do coração.
No meu caldeirão misturo essências,
numa poção de felicidade.
Da vida não quero mentiras,
aprender a paciência
e só amar se for de verdade.
Drica de Assis
18/02/2009